vem, anda, confia
Surto. Papel, papel, cadê papel? Achei papel.
Vem, anda, encosta sua cabeça no meu ombro. Deita no meu colo, encoste-se em meu peito. Não tem problema, ninguém precisa saber, não tenha medo. Não me vou aproveitar desse momento, não quero nada demais, não cobro nada demais, só quero estar perto.
Vem, anda, confia. Dê a sua mão, pode tremer, não vou confessar pra ninguém. Não vou zombar de suas lágrimas, nem do seu sofrimento. Não vou, também, dizer que já passei por isso, que te entendo. Na verdade, não vou falar nada. O silêncio é o melhor amigo. Só vou segurar a sua mão enquanto você quiser, precisar. E quando terminar, enxugarei suas lágrimas e serei o sorriso que vai iluminar o teu novo caminho.
Quero te mostrar que há. Que se pode sentir carinho, que se pode demonstrar carinho sem nada em troca. Não é necessária a reciprocidade, basta saber o que encerra meu coração.
Vem, anda, chora. Seja humano, ponha pra fora. Não guarde tudo dentro de si, não se sinta nessa obrigação. Grite, vamos, grite. Não é crime nenhum, não é desmerecimento nenhum, isso não te faz uma pessoa menor. Isso te faz humano, te faz forte, te faz capaz. Isso te faz lindo.
Vem, anda, confia.
A vicissitude e a virtude: o carinho que sinto.


6 Comments:
esses textes q você posta são lindos demais. :~
nossa. =x
- mas não é assim que funciona
- por que não?
- ...
eita!
me arrepiei bem e bocado.
parabéns. cheio de sentimento!
beijos,
Ta da hora mesmo, super interessante!! =)
foi tu q escreveu foi? HAUIHAIUAHA
zueeeeeera
bjuu
;)
queria.
e ela escreve.
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