. ArraseuX .

Porque agente Arraza!

Wednesday, April 26, 2006

Irritadinha da Estrela

ouvindoLovage - To Catch a Thief
msn::.bia, nathalia

É uma porra mesmo. Um dia de merda, de verdade.

Frustradinha da Estrela.
Como um tipo de anger management vamos lá, em tempo real, escrito, não corrigido e postado.

1, 2, 3... valendo!


Juntou os papéis e ficou a observá-los por um tempo. Não muito, pois logo lembrava-se das expressões e irritava-se. As pessoas conseguem ser realmente irritantes.

Procurou por gavetas. Onde estaria? Remexeu os lençóis, a bolsa. Ah! Finalmente! "click-click" e uma chama. Ainda tinha gás. Foi à pia e jogou os papéis dentro. Não só os papéis, claro, jogou tudo o que a perturbava junto. A primeira vontade havia sido simplesmente empurrá-los àbaixo, pelo buraco. Mas logo lembrou-se que poderiam entalar, obstruir a passagem e criar problemas maiores no futuro. Então optou pelo fogo.

Seria rápido, ligeiro, certeiro. Foi à cozinha, pegou a garrafinha de plástico com a felicidade OL dentro. Sorrindo, derrubou metade do conteúdo translúcido nos papéis e tudo o que eles simbolizavam. Acendeu a chama.

Em um ato masoquista, sádico, os dois mesmo, por mais paradoxal que possa ser, ficou a observar a chama tremeluzir. Flash-backs na mente e a irritação logo veio bater de novo na porta da sua consciência. Com um último olhar de desprezo, jogou o isqueiro no meio das folhas (e tudo que simbolizavam). Virou-se e ficou a sentir as ondas de calor subirem pela espinha, enquanto o conteúdo da pia virava cinza.

"Merda" - pensou - "a cinza também pode entupir a porra da pia".



download sugestão: quarks - allein (é alemão sim, porra)

Saturday, April 22, 2006

you said your name was a secret, yeah



ouvindo::.The Jealous Girlfriends - Lay Around
msn::.skrush, gaby, alana

dia de merda, mas viagens a blogs alheios me inspiraram e eu puxei a caneta, dispus o papel e rabisquei.

a chuva e a madrugada, eternas e fiéis companheiras, ajudaram também.


Sentou-se à janela e contemplou o tempo. Havia tempo? Se havia, não sabia, já que era madrugada e chovia.
Sentiu-se em um daqueles filmes cinzas que costumava ver. Isso, cinza, não preto e branco. Tentou imitar aquele olhar bem profundo que as protagonistas costumavam fazer na mesma situação, para a mesma direção. Contemplando o tempo.
Levantou-se e acendeu um cigarro, sentindo-se mais ainda em um daqueles tais filmes, e observou a fumaça subir. Sentiu o sopro do vento ensinuar-se sobre si. Sssss.
Sentou-se mais uma vez e olhou para os joelhos. Eles são bem subestimados, os joelhos. Ainda mais os seus, com os malditos ossos quase aparecendo de tão sobressalentes. Nunca havia parado pra pensar em seus joelhos. Ou não, com sua cabeça, nunca se sabe, sabe. Nunca?
Pensamento interrompido por um som cortado. A agulha da vitrola havia saltado para fora do disco e esse estava lá, simplesmente rodando, inútil sem a pontiaguda. Sim, porque nele poderiam estar contidas as mais maravilhosas canções do universo, mas só fariam sentido, só sairiam de si, por meio dela.
Agulha de novo sobre o disco. I met you on the beach, yeah, i know, nothing ever goes. A voz grossa e a aguda começaram de novo. Arriscou uma dancinha, já que ninguém estava olhando, mas sentiu-se ridícula ao imaginar o próprio short de oncinha subindo e descendo conforme se movia. Talvez se fosse o de zebrinha... Mais uma vez, a idéia dos filmes voltava. Encheria a boca e diria “Vintage” para quem quisesse ouvir, tentando provar alguma coisa que nem precisava ser provada, ou ninguém se interessava o suficiente para que fosse realmente provada.
O caminho de volta a janela pareceu mais longo porque se deu conta. Viu, enxergou, o que havia no caminho. Qualquer um poderia desenhar a linha da análise psicológica apenas pelas coisas jogadas ao chão. Todas as fases estavam ali. Os Grandes Curtos Dezessete estavam ali, ainda. A evolução, se é que se pode chamar de evolução algo que não se tem um referencial de começo, meio e fim, estava deitada ali junto com os posters de bandas, as cinzas, os casacos, os livros, os bottons, Os Sapatos.
Ela estava ali, junto com eles, deitada ao chão, em cima da porra da linha da análise da evolução psicológica, se é que se pode chamar de evolução algo que não se tem um referencial de começo, meio e fim, que a cutucava, e pulava e dançava a sua frente. Um grande ponto de interrogação vermelho pulava e dançava a sua frente.
Sentou-se novamente à janela, I met you on the beach, yeah, I know, nothing ever goes, tragou profundamente. “Porra, eu sou um maldito clichê... vintage.... ?"


sugestão donwload: the jealous girlfriends - birthday song.mp3

Wednesday, April 12, 2006

what the hell are you listening to?

tesssssssssssssssssste :PPPPPPPPP


Tuesday, April 11, 2006

10/04

primeiro pedaço do bolo, último do quebra cabeça.

é tão gostoso pensar em você. =)

1! (L)

Sunday, April 09, 2006

o meu Vermelho perdeu o brilho

acabei de escrever, saído do forno, quentinho.

De repente, assim, out of the blue, sua música começa a tocar no meu plano de fundo. E só agora, out of the blue, a realidade desce e me dá um tapa na cara.
Só agora sinto o túnel que não será terminado. Sim, o túnel. A escavação abandonada em mim, o caminho que você vinha serpenteando dentro e que será deixado assim, aberto. Exposto.
A imagem nítida de mãos e unhas sujas surge em minha mente. Aparece também a escuridão do buraco-negro, que nunca será devidamente tampado, muito menos, finalizado. Escavado até a luz do outro lado, se é que há um outro lado.
Uma maçã esburacada, perfurada, mas os pontinhos negros não terminam do outro lado. Se é que há um outro lado.
Visto-me de negro, como as viúvas de sua música doce, sempre ao fundo, e cubro o rosto com o véu negro, esperando pela Noiva. A Noiva é aquela que nunca chega tarde e apenas seu frio beijo tem o poder de neutralizar toda dor, e também toda felicidade.
O meu Vermelho perdeu o brilho, foi ofuscado pela cortina negra, de dentro e de fora. Já está desbotado, gasto.
A umidade da grama recém acariciada pelas gotas de chuva me volta à mente. O aroma do verde, o Grande Azul sobre todas nós. Apenas na lembrança, estocadas em gavetas da memória.
Poderia o futuro reservar algo diferente? Começo a imaginar que não. Junto do conhecimento vêm responsabilidades. Agora sei que a História sempre se repete, que como a energia, ela não pode ser destruída, nem construída, apenas refeita, renovada. Logo, temo que a História se repita também para mim, como já vem se repetindo, once more, once again.
Abrir as asas é muito fácil, abrir as mãos para deixa-las ir é que dói. Ter consciência de que é preciso, que é necessário, não difere muito, a dor continua.
Talvez seja o entardecer, meu Tempo favorito, ou a doce melodia que continua ao fundo, mas de repente, out of the blue, um pedaço de esperança morreu, apagou. Esvaiu-se.
Serei capaz de reviver, reaver, o brilho antigo? Serei capaz de reacender a nova chama? As perguntas martelam e o pensamento guia novamente aos túneis abertos, jogados ao relento, de Dentro.
O meu Vermelho perdeu o brilho, foi ofuscado pela cortina negra, de dentro e de fora. Já está desbotado, gasto.

you're so naive




Ouvindo::.Doris Day - Perhaps, Perhaps, Perhaps
Sentindo::.eunemsei
msn::.zimpeck, gaby zaupa, bia, samuel


Sentei aqui pra escrever mas bateu um abuso, uma raiva vinda do nada.
Hoje fui ver V for Vendetta com meus pais. Bem, os ideais são legais e tal. Explico pra mamãe e ela "aaahh!" papai "um bando de anti-natural".
Fazer o que, né?
Eu amo Valerie. Amo sim e foda-se quem achar que tá errado.

Agora a Doris Day tá truando aqui. Adooooro.

if you can't make your mind up
we'll never get started
and i don't wanna wind up
being parted
broken hearted

so if you really love me, say yes
but if you don't, dear, confess
and please don't tell me

perhaps, perhaps, perhaps



A semana santa chegando e eu nem sei o que vou fazer da minha vida. Mas continuo sorrindo, com a minha verdade e a minha integridade estampadas em meu rosto.


download::. portishead - roads.mp3

Tuesday, April 04, 2006

lições da vida


É triste ver as pessoas que você gosta passarem por momentos difíceis
E você não poder fazer nada para ajudar
É triste você confiar cegamente em uma pessoa
E vê-la tentando te derrubar
Mas sabe o que é mais triste ainda?
É dar atenção as pessoas que não merecem sua atenção
Isso é triste, isso é horrível, como tantas outras coisas que existem nesse mundo.

Hoje alguém me deu uma “lição de ordem”
Amanhã receberei uma “lição de miséria”
Logo depois receberei uma “lição de dor”
E virão várias outras lições
Até eu aprender todas
E no final farei a grande e última descoberta
No qual ficarei sabendo quem realmente eu sou.

~ para quem ainda não leu
“O menino do dedo verde”

LEIA! É muito bom.

Monday, April 03, 2006

cárcere das aniqüidades ideológicas



Sem muito saco pra me aprofundar, mas também precisando dizer algo.

"A" conversa foi tida. Não muito como eu esperava que ia ser [a barra foi forçada em alguns momentos], mas aconteceu e agora não dá pra voltar no tempo.

Não tenho certeza de como vai ser daqui pra frente, então prefiro calar-me quanto a isso e deixar as coisas acontecerem [ou não].

Mas é foda. É realmente foda escutar algumas coisas que eu escutei. Logo das duas pessoas, aquelas duas únicas pessoas que ainda se acredita, que ainda se tem esperança de que não irão trair de alguma forma.

Privacidade invadida. Arquivos remexidos, cartas lidas e reviradas, cds ouvidos, fotos vistas. Mais ou menos uma inquisição. Realmente, só tá faltando os archotes e os gritos de "Queimem! Queimem a bruxa!" Herege! Infâmia! Calúnia!

Colecionei mais alguns adjetivos hoje.

E como disse da última vez, realmente espero que não deixe seqüelas. Não quero ser o que estou sendo obrigada a ser, daqui pra frente. Não combina comigo. Mas, por hora, é necessário.


Obrigada a todos por tudo.
Todos os abraços [incluso virtuais =] ], ligações [que eu não pude atender], mensagens etc e tal.
Obrigada.

Sunday, April 02, 2006

tristeza dominical

é como se fosse...

uma criança pequena perdida dos pais
funcionário pobre que acabou de ser demitido
uma mãe de luto
universitário que não passou no vestibular
alguém que teve que ir morar longe
um doente nos últimos instantes de vida
levar um "não" no altar
descobrir uma traição dupla
amigos que esqueceram o seu aniversário
se humilhar pelo desespero
sonhar, sonhar, tentar realizar e, no último momento, fracassar
trocar o certo pelo improvável e quebrar a cara
alguém que estraga a sua vida
ilusões de verão
se jogar de um prédio e desistir no meio do caminho
drogas, drogas, felicidade sintética e overdose
"adeus"
...

é um domingo
odeio domingo.